Passaporte, RG, visto, vacina de febre amarela e seguro viagem: o guia completo e atualizado sobre o que um brasileiro realmente precisa para entrar no Peru.
Se você está planejando conhecer Machu Picchu ou o Peru, a boa notícia é simples: na maioria dos casos, o brasileiro não precisa de passaporte para o Peru. Graças aos acordos de circulação e reconhecimento de documentos de viagem entre os países da região, dos quais o Peru participa como Estado Associado do Mercosul, brasileiros podem entrar no Peru como turistas utilizando documento de identidade válido (RG ou a nova Carteira de Identidade Nacional, CIN), sem necessidade de apresentar passaporte.
Ainda assim, existem detalhes importantes visto, vacina, permanência autorizada, seguro viagem e documentos para crianças que valem a pena confirmar antes de fechar a viagem, e é exatamente isso que este guia cobre, válido tanto para 2026 quanto para 2027. Se seu roteiro não for só Machu Picchu, também vale conferir os pacotes turísticos para o Peru com outros destinos do país.
Resposta rápida: não, o brasileiro não precisa de passaporte para o Peru em viagens turísticas o RG ou a nova CIN bastam, graças aos acordos regionais de reconhecimento de documentos de identidade entre os países da região. Também não é preciso visto. A vacina contra a febre amarela não é exigida para entrar no Peru, mas é recomendada para viajantes que visitarão determinadas áreas da Amazônia peruana e outras zonas de risco (não a cidade de Cusco, o Valle Sagrado ou Machu Picchu). Seguro viagem não é obrigatório, mas é altamente recomendado.

Requisito Obrigatorio
| Documento / requisito | É obrigatório? | Observação |
| RG / CIN | Aceito — dispensa o passaporte | Documento válido, em bom estado de conservação, que permita identificar claramente o viajante |
| Passaporte | Não, em turismo regular | Pode ser necessário se houver conexão de voo por um país fora dos acordos regionais |
| Visto de turismo | Não | Outras finalidades (trabalho, estudo de longa duração) têm regras próprias |
| Vacina febre amarela | Não, para entrada no país | Recomendada para quem visita áreas de risco na Amazônia peruana e zonas específicas de outras regiões |
| Seguro viagem | Não | Recomendado, especialmente em roteiros de altitude (Cusco, Machu Picchu) |
| Passagem de saída/retorno | Pode ser solicitada | Recomendável levar comprovante, junto com hospedagem ou recursos financeiros |
Brasileiro precisa de passaporte para o Peru?
Não, na maioria das viagens de turismo. O Peru é Estado Associado do Mercosul (não um Estado Parte pleno, como Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), e é por meio dos acordos de circulação e reconhecimento de documentos aplicáveis à região que o brasileiro pode entrar apresentando apenas o RG ou a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), sem precisar de passaporte.
A própria guia oficial do Consulado do Peru confirma que cidadãos do Brasil e de outros países da região “podem ingresar al territorio nacional portando únicamente su documento o cédula nacional de identidad” quando viajam com fins turísticos. O passaporte continua sendo uma opção válida e pode ser mais prático se você tiver conexão de voo fora dessa região, mas não é uma exigência para quem viaja apenas com destino ao Peru.

É possível viajar para o Peru com RG?
Sim. O RG é o documento mais usado por brasileiros para entrar no Peru como turistas, e é expressamente reconhecido pela guia oficial do Consulado do Peru. A orientação oficial não estabelece uma regra de validade máxima em anos o que ela pede é que o documento esteja vigente quando aplicável, em bom estado de conservação e permita a identificação clara do viajante.
Documentos muito antigos ou danificados podem gerar dificuldades na fiscalização ou no embarque, por isso é recomendável viajar com uma identificação recente, mas isso é uma boa prática de viagem, não um requisito legal documentado. Vale reforçar: outros documentos como CNH (carteira de motorista), carteira de trabalho ou título de eleitor não são aceitos como documento de viagem para o Peru.
Qual documento é aceito para entrar no Peru: RG, CIN ou passaporte?
Os três são aceitos. RG, a nova CIN e o passaporte funcionam como documento de viagem válido para brasileiros que entram no Peru como turistas a diferença está em quando cada um é mais indicado:
| Documento | Aceito para entrar no Peru como turista? |
| RG | Sim, documento mais usado, reconhecido pela guia oficial do Consulado do Peru |
| CIN (nova Carteira de Identidade Nacional) | Sim, reconhecida nos acordos regionais de reconhecimento de documentos de 2026 |
| Passaporte | Sim, opcional em turismo regular; mais útil se houver conexão fora da região |
A CIN é aceita para viajar ao Peru?
Sim. A CIN (Carteira de Identidade Nacional) é o novo documento de identidade unificado do Brasil, que está substituindo gradualmente o RG estadual. Segundo os acordos regionais de reconhecimento de documentos de viagem atualizados em agosto de 2026, a CIN é reconhecida para viagens turísticas ao Peru, da mesma forma que o RG. Como a implantação da CIN no Brasil ainda é gradual, quem ainda não a possui pode continuar viajando normalmente com o RG tradicional.

Quais documentos são necessários para viajar ao Peru?
Na prática, você precisa de apenas um documento de identificação válido RG, CIN ou passaporte mais, dependendo do seu itinerário, o comprovante da passagem de volta (ou de continuação de viagem) e, eventualmente, comprovante de hospedagem ou de recursos financeiros para a estadia.
Se você viaja com crianças, some a isso a documentação específica de menores (veja a seção abaixo). Não existe uma lista fixa de “documentos obrigatórios” além disso: o oficial de migração peruano decide, no momento da entrada, quais comprovantes pedir com base no seu itinerário e situação.
Brasileiro precisa de visto para o Peru?
Não. Brasileiros estão isentos de visto de turismo para entrar no Peru, tanto para turismo quanto para negócios de curta duração. Essa isenção está prevista nos acordos entre os dois países e é reafirmada pelos principais serviços de verificação de visto.
Um visto só passa a ser necessário se o motivo da viagem não for turismo ou negócios (por exemplo, trabalho remunerado ou estudo de longa duração), ou se a estadia pretendida for mais longa do que o permitido para turistas.

Quais documentos apresentar na imigração peruana?
No balcão de migração, apresente seu RG (ou CIN/passaporte) em bom estado. É recomendável ter à mão também a passagem de volta ou de continuação de viagem, o comprovante de reserva de hospedagem e, se possível, algum comprovante de recursos financeiros, nem sempre são solicitados, mas evitam contratempos se o oficial decidir pedir. Quem viaja com menores deve apresentar também a documentação de autorização de viagem (abaixo).
O que muda se o voo para o Peru tiver conexão em outro país?
Muda o documento a levar, mesmo que o Peru em si aceite RG ou CIN. Se a sua rota tiver conexão em um país fora dos acordos regionais de reconhecimento de documentos (por exemplo, uma escala nos Estados Unidos ou na Europa antes de chegar a Lima), esse país de conexão tem suas próprias regras de imigração e trânsito, e normalmente exige passaporte em alguns casos, até visto de trânsito.
Por isso, sempre verifique os requisitos específicos do(s) país(es) de conexão da sua rota antes de decidir viajar só com RG ou CIN; na dúvida, levar o passaporte como documento extra é a opção mais segura.
Documentos para viajar ao Peru de avião e por terra são os mesmos?
Em essência sim: o mesmo RG, CIN ou passaporte vale tanto para chegar ao Peru de avião quanto por um posto de fronteira terrestre (por exemplo, vindo da Bolívia, do Equador ou do Chile).
O que pode variar é a praticidade do processo postos fronteiriços terrestres costumam ter horário de funcionamento limitado e o controle migratório é feito manualmente, sem o mesmo suporte digital dos aeroportos internacionais. Se o seu roteiro incluir uma travessia terrestre, vale a pena confirmar com antecedência o horário do posto de migração que você vai usar.
Crianças precisam de passaporte para viajar ao Peru?
Não necessariamente, o mesmo princípio do RG ou CIN vale para menores. O ponto de atenção real para crianças não é o tipo de documento, e sim a autorização de viagem: se a criança viajar com apenas um dos pais, com terceiros ou sem acompanhante, a legislação brasileira normalmente exige uma autorização de viagem (que pode precisar de reconhecimento em cartório ou da Vara da Infância, dependendo do caso). Essa exigência é sobre a saída do Brasil, não é uma regra peruana específica, mas é essencial verificá-la antes de qualquer viagem internacional com menores.
É necessária vacina para viajar ao Peru?
Não existe uma vacina de exigência geral para entrar no Peru como turista. O único caso relevante é a vacina de febre amarela, e mesmo essa não é exigida na fronteira, é apenas recomendada para quem vai a regiões específicas de selva. Para roteiros clássicos que ficam na cidade de Lima, na cidade de Cusco, no Valle Sagrado e em Machu Picchu, nenhuma vacina é necessária nem recomendada pelo CDC.
Precisa de vacina contra febre amarela para o Peru?
A vacina contra a febre amarela não é exigida para entrar no Peru, mas é recomendada para viajantes que visitarão determinadas áreas da Amazônia e outras zonas com risco de transmissão. Segundo o CDC, essas áreas de risco incluem todo o Loreto, Ucayali e Madre de Dios, além de partes de Puno, Cusco, Junín, Pasco, Huánuco, Piura, Amazonas, Cajamarca e San Martín.
Aqui vale uma distinção importante que não pode ser generalizada: quando o CDC lista “partes de Cusco” na área de risco, está se referindo a zonas de selva baixa do departamento/região de Cusconão à cidade de Cusco, ao Valle Sagrado ou a Machu Picchu, que ficam fora da área de risco e não exigem nem recomendam a vacina.
Se o seu roteiro combinar Cusco/Machu Picchu com a Amazônia baixa da mesma região (por exemplo, Manu ou a selva de Quillabamba) ou com outros destinos amazônicos como Puerto Maldonado ou Iquitos, vale conversar com um médico de viagem sobre a vacina com antecedência. Se preferir ficar apenas na área andina, sem risco de febre amarela, passeios como a Montanha das 7 Cores e o passeio a Maras e Moray, no Valle Sagrado, são boas opções que não exigem nenhuma vacina.

Quanto tempo um brasileiro pode ficar no Peru?
O período autorizado de permanência é definido pela autoridade migratória peruana no momento do ingresso ao país, com base na passagem apresentada, nos recursos financeiros e no motivo declarado da viagem não existe um número fixo de dias válido para todo mundo.
Em vez de presumir uma cifra, o mais confiável é verificar a data ou o prazo concedido diretamente no seu registro migratório, algo que pode ser consultado pela TAM Virtual de Migraciones Perú, a ferramenta oficial para isso. Como cidadão de um Estado Associado do Mercosul, o brasileiro também não pode prorrogar esse prazo pelo trâmite on-line disponível a outras nacionalidades se precisar ficar mais tempo do que o autorizado, é necessário buscar uma regularização migratória específica antes que o prazo vença.
É obrigatório ter passagem de volta para entrar no Peru?
Não é uma exigência escrita como “documento obrigatório”, mas é uma prática comum: o oficial de migração pode pedir a passagem de volta (ou de continuação de viagem) como parte da avaliação de entrada, junto com comprovante de hospedagem ou de recursos financeiros. Viajar sem esse comprovante nem sempre gera problema, mas é um risco desnecessário o recomendável é ter a passagem de volta emitida e à mão, mesmo que ela não seja solicitada.
Seguro viagem é obrigatório para o Peru?
Não. O seguro viagem não é obrigatório por lei para entrar no Peru como turista brasileiro. Ainda assim, é altamente recomendado, principalmente em roteiros com altitude (Cusco está a cerca de 3.400 m, e Machu Picchu e o Valle Sagrado somam trechos de trekking), onde emergências médicas fora do Brasil podem ter custo elevado sem cobertura.
Checklist de documentos para viajar do Brasil ao Peru:
- RG ou a nova CIN em bom estado de conservação, com foto que permita identificação clara ou passaporte, se preferir
- Passagem de volta ou de continuação de viagem
- Comprovante de hospedagem (reserva de hotel ou carta convite)
- Seguro viagem (recomendado, não obrigatório)
- Autorização de viagem, se a criança viajar com apenas um dos pais ou sem acompanhante
- Comprovante de vacina de febre amarela, apenas se o roteiro incluir a Amazônia peruana
- Alguma reserva financeira disponível (cartão ou dinheiro), caso solicitada na imigração

Perguntas Frequentes sobre Documentos para o Peru
Brasileiro pode viajar para o Peru sem passaporte?
Sim. Para viagens de turismo, o RG ou a nova CIN já são suficientes, com base nos acordos de circulação e reconhecimento de documentos aplicáveis ao Peru como Estado Associado do Mercosul. O passaporte é opcional, útil principalmente se houver conexão por um país fora desses acordos regionais.
Pode entrar no Peru com RG?
Sim, o RG é o documento mais usado por turistas brasileiros no Peru, conforme confirma a guia oficial do Consulado do Peru. Ele deve estar vigente, em bom estado de conservação e permitir a identificação clara do viajante; documentos muito antigos ou danificados podem gerar dificuldades na fiscalização.
Carteira de motorista (CNH) serve como documento para viajar ao Peru?
Não. A CNH, a carteira de trabalho e o título de eleitor não são aceitos como documento de viagem para o Peru. Os únicos documentos válidos são o RG, a nova CIN ou o passaporte.
Passaporte precisa ter validade de 6 meses para o Peru?
Não há uma regra de 6 meses documentada como requisito migratório específico do Peru. Se você optar pelo passaporte em vez do RG, verifique antes da viagem se o documento está válido durante todo o período necessário e confirme eventuais requisitos da companhia aérea e dos países onde houver conexão. Como o RG ou a CIN já são aceitos isoladamente, essa dúvida não afeta quem viaja apenas com o documento de identidade.
Criança precisa de passaporte para viajar ao Peru?
Não necessariamente o RG ou a CIN da criança também são aceitos. O que realmente precisa de atenção é a autorização de viagem: se o menor viajar com apenas um dos pais, com terceiros ou sem acompanhante, a legislação brasileira pode exigir autorização específica para a saída do país.
Brasileiro precisa de passagem de volta para entrar no Peru?
Não é uma exigência formal obrigatória, mas o oficial de migração pode solicitá-la como parte da avaliação de entrada, junto com comprovante de hospedagem ou de recursos financeiros. O recomendável é viajar com a passagem de volta já emitida, para evitar qualquer contratempo na chegada.
É necessário seguro viagem para entrar no Peru?
Não é obrigatório por lei. Ainda assim, é altamente recomendado, principalmente para quem vai a Cusco ou Machu Picchu, onde a altitude e o trekking aumentam o risco de emergências médicas que podem ter custo elevado sem cobertura de seguro.
Precisa de vacina de febre amarela para o Peru?
Não é exigida para entrar no país em geral. É recomendada apenas para quem vai a regiões da Amazônia peruana, como Loreto, Ucayali ou Madre de Dios. Destinos como Lima, Cusco, Valle Sagrado e Machu Picchu não exigem nem recomendam essa vacina.
Continue Planejando sua Viagem ao Peru
Com os documentos resolvidos, este é um bom momento para fechar os detalhes do roteiro:
- Pacotes para Machu Picchu (catálogo completo): Todas as opções de dias e destinos combinados com Machu Picchu.
- Pacotes Turísticos para o Peru para quem quer conhecer o país além de Cusco e Machu Picchu.
- Ofertas de Viagens ao Peru, promoções e preços atualizados.
- Excursão às 7 Lagunas de Ausangate e Laguna Humantay — Dia Inteiro dois passeios de um dia muito buscados por quem já vai ficar em Cusco.
Pronto para planejar sua viagem ao Peru?
Agora que você já sabe quais documentos levar, conheça nossos pacotes para Machu Picchu e Cusco pensados especialmente para viajantes brasileiros.